Suddha Sabha

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Sob a inspiração e o mandato de Bhagavan Mitra Deva, encarnação do Divino Senhor do Mundo (Sri Bhagavan Narayana), alguns Dignatários que se reuniram no Conselho de Maha Vana, no Pushya Suddha Pournima do ano Rudhirodgari (21 de janeiro de 1924), comprometeram-se a realizar a tarefa de dar forma, por força da comunhão de suas vontades, ao conceito que serviria de núcleo a uma grande Instituição que seria chamada Suddha Sabha. Essa missão de criar o luminoso e vitalizante Centro de Força, em torno do qual manifestar-se-á visivelmente, nos anos vindouros, a substância componente geral do Sabha, requereu da parte destes Dignatários um constante esforço mental que durou um período de 50 dias (do dia da Lua Cheia já mencionado, até Phalguna Suddha Saptame, 13 de março de 1924) e foi dirigida também para facilitar seu pronto estabelecimento e o êxito do trabalho.

 

É necessário, para melhor resultado, estabelecer-se em vários lugares, sob seus auspícios, Instituições Filhas similares, que trabalhem sob a mesma linha e sempre estejam devidamente filiadas à Organização Matriz. Sobre as Organizações Filhas pode-se registrar o seguinte:

 

• Somente membros do Suddha Dharma Mandalam que pertençam a qualquer das quatro ordens (Dasa, Teertha, Brahma, Ananda), podem pertencer a esta Instituição. Também os filhos maiores de 5 anos, desde que tenham sido devidamente iniciados, podem ser membros do Sabha. Estes devem ser necessáriamente vegetarianos estritos, abster-se de álcool, fumo e outros narcóticos.

• Recomenda-se que seja localizado em lugar afastado, devidamente retirado das aglomerações do centro da cidade, de cemitérios ou de fornos crematórios. Para garantir o bom êxito dos trabalhos, é essencial que os arredores sejam limpos e saudáveis. Férteis jardins podem constituir-se em accessório de seus recintos. É desejável que, na vizinhança, haja um rio ou alguma fonte natural de água.

• A estrutura da edificação deverá ser de tal maneira que se garanta que fique em direção ao Leste. Devidamente separada, deverá haver uma sala de reunião que meça pelo menos 50 a 66 pés, e que se estenda ao largo de Leste a Oeste. Na estrutura principal da edificação central deverá haver também outras dependências. Para aqueles que pretendam construir, serão facilitados projetos auxiliares.

• Quanto ao funcionamento ordinário do Sabha, recomenda-se que os membros residentes despertem cedo, às 4 horas da manhã e apresentem-se à sala de reuniões logo após um banho matinal. Cada membro, antes de ocupar seu assento habitual, deverá, antes mesmo da prática de sua disciplina diária, repetir, de pé, alguns versos conforme ordene a pessoa autorizada a presidir o Sabha. Após isto cada um dedicar-se-á a sua respectiva disciplina. Ao concluir, às 7 horas, os membros deverão cuidar dos assuntos de ordem doméstica. Espera-se também que os membros atendam ao Sabha todas as tardes no horário de 18 às 20 horas.

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Objetivos do Sabha

 

Uma participação e assistência permanente dos membros ao Sabha, criará, com o tempo, condições para que ele seja objeto de freqüente Inspiração Divina. Entre os muitos extraordinários resultados decorrentes do estabelecimento e do trabalho do Sabha, podemos citar:

 

1. Membros individuais, em certas ocasiões, inspirados por alguns dos Dignatários e Hierarcas do Mandalam, farão pronunciamentos dignos de serem considerados acerca de matérias relevantes e que ordinariamente estariam além do alcance da compreensão mediana.

2. Em algumas ocasiões, a manifestação de Excelências Divinas far-se-á através de membros individuais, expressadas através de feitos inusitados, tidos mesmo como milagres ou coisas desse tipo. Isso será preponderante nas crianças devidamente iniciadas.

3. Serão feitas revelações acerca de vidas passadas com o propósito de beneficiar não somente aos membros, mas também a outras pessoas.

4. Serão concedidas Upadesas1 relativas à prática do Dharma, de acordo com as vicissitudes de tempo, lugar e circunstâncias.

5. Predir-se-ão eventos futuros.

6. Serão tomadas, através da adoração ao Ser Supremo (Upasana2 aos Yantras de Mitra Deva e de Yoga Devi) e também através de Yagnas (oferendas), medidas reparadoras para prevenir prováveis calamidades que poderão cair sobre qualquer membro ou sobre outras pessoas acelerando os processos individuais e coletivos.

7. Serão concedidos pelos Mestres e por intermédio de certos membros que estejam sob a direção dos Dignatários, oportunidades, facilidades e campo propício, objetivando o florescimento da Consciência Átmica Espiritual.

8. A Graça Divina será invocada para que o planeta melhore e, com um sentimento santo de inspiração, serão oferecidas preces para a prosperidade e bem-estar mundial.

 

Quando se propõe a iniciar um Sabha, as pessoas que assim o desejarem deverão escolher entre si uma ou duas pessoas que, em sua opinião, possuam virtudes, conhecimento sintético (Sama-Gnana), idade, educação e que sejam capazes de desempenhar-se como Presidente3. A escolha deverá ser aprovada por todos; a Instituição Filha deverá contar com pelo menos 20 membros integrantes dos quatro grupos ou classes:

  1. Aqueles que são celibatários desde o nascimento.
  2. Os que adotaram o celibato depois de levar uma vida de chefe de família.
  3. Aqueles que ainda são jovens e como tal ainda são celibatários (ainda não optaram por uma vida de casados).
  4. Os que levam uma vida de casados.

 

Cabe salientar que os jovens mencionados não se converterão em membros do Suddha Dharma Mandalam unicamente pelo fato de serem membros do Suddha Sabha. Eles só terão esse direito quando alcançarem idade adequada e familiaridade com a literatura e os ensinamentos específicos da Suddha Dharma Mandalam; mais ainda, eles deverão receber a devida Iniciação Preliminar.

A influência dos dignatários, todavia, manifestar-se-á nos quatro grupos, sendo mais acentuada no primeiro, decrescendo em ordem dos grupos. Por esse motivo é conveniente que os assentos na Sala do Sabha estejam dispostos de acordo com esta ordem.

 

Instalação do Maha Shakti Kala Chakram e do Sankhu

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Objetivando a completa realização dos diversos objetivos de um Sabha, deverão ser instalados nele dois Centros de Poder: um Maha Shakti Kala Chakram, devidamente consagrado, e um Sankhu. A presença desses Centros de Poder na área física do Sabha vivifica suas funções e influencia seu contínuo progresso. Mais informações a respeito da instalação do Chakram e do Sankhu serão dadas depois que as pessoas interessadas fizerem um juramento especial (Satyavacham). Os informes relativos a preliminares sobre as edificações no terreno, gastos, procedimentos a serem adotados, e outros assuntos, chegarão aos membros do Sabha através de seu Presidente.

O texto4 a seguir, é tradução do resumo do Primeiro Discurso sobre a Suddha Dharma, proferido por Mitra Deva e deverá ser cuidadosamente lido por todos os membros da Sabha, pois os tornarão aptos para realizar a preeminência do Suddha Dharma, distinta de outros sistemas de pensamento filosófico e religioso.

 

A humanidade em geral pode ser classificada em três grupos principais:

Devas: Podem ser classificados sob este título os homens que possuam as seguintes qualificações: conhecimento correto, boa conduta, disposição para a caridade, sinceridade, veracidade e outras virtudes afins. Além de possuírem tais virtudes eles crêem na “Hierarquia dos Devas”, praticam austeridades que os conduzirão à classe de Devas, esforçam-se por realizar o Eu Superior dentro de seu próprio coração e estudam a literatura mística e religiosa relacionada com a Natureza Superior do homem.

Homens: Essa classe, mesmo quando possuem as virtudes do conhecimento, da boa conduta e tenham intenções benevolentes, deixa fora de sua meta a busca da Natureza Superior do homem. Às vezes inclinam-se para o ateísmo ou centram sua vida unicamente na existência material.

Bestiais: Essa classe na humanidade não possui as virtudes do primeiro e do segundo grupo, pois seus integrantes passam as suas vidas como bestas, preocupados principalmente em comer, dormir e viver de uma maneira imprópria a um ser humano.

Essa divisão da humanidade pode ser encontrada na Literatura do Suddha Dharma Mandalam.

 

As atividades do primeiro grupo, ou classe de Devas, podem ser de três diferentes tipos:

Prakrítica: são homens integrantes da primeira classe, mas que ignoram o aspecto átmico do homem e buscam alcançar o estado de Devas unicamente por meio de adorações e cerimoniais. Eles anelam somente o melhoramento da matéria, do aspecto prakítico, sem se preocupar com o aspecto átmico.

Átmica: esta classe busca elevar-se à categoria de Devas unicamente por meio de questionamentos Átmicos, deixando de lado a adoração e dhyana (meditação profunda). Esquece-se que é a adoração e a meditação que refinam e desenvolvem os veículos do homem.

Suddha: de forma diferente das outras duas, os homens dessa classe dispensam igual atenção, tanto ao aspecto Prakrítico como ao aspecto átmico e seguem uma rotina diária de austeridade que conduz ao refinamento e à purificação do corpo sutil e do corpo material, criando assim, uma conexão entre o aspecto prakítico dos Devas e dos homens em perfeita harmonização. Eles também praticam a Suddha Raja Yoga, que desenvolve o aspecto átmico do homem. Com suas práticas diárias assim ajustadas, cria-se um canal comunicativo entre os Devas e os corpos sutis de tais homens. Assim os Suddhas obtém poder dévico e ascendem a uma posição mais apropriada para ajudar a si mesmo e à humanidade.

Essa é a diferença essencial entre o Suddha Dharma Mandalam e outras linhas e Organizações.

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Mesmo na classe dos Suddhas existem ainda três divisões:

1. Aqueles que optaram por levar uma vida de casados.

2. Os que foram casados mas que, havendo cumprido todas as suas obrigações familiares, permanecem agora celibatários.

3. Aqueles que optaram por não se casar, permanecendo celibatários por toda vida.

Seguindo com fidelidade as Práticas (Sadhana) do Suddha Dharma, serão abençoados com uma estreita ligação com os Grandes Mestres que os capacitarão a serem instrumentos de grandes trabalhos e a obterem as metas propostas em seu devido tempo. Quando os membros observam exata e consciensiosamente as práticas do Suddha Dharma Mandalam, recai sobre eles todo tipo de excelências.

Om Sri Yoga Deviay Namah

Om Hrim Shrim Klim Aim Sauh

Namastê

Sri Vayera Yogui Dasa

Sri Vayera Yogui Dasa

Sob o título “O Avatara Bhagavan Mitra Deva”, aparecem, na página 13 do Folheto “Suddha Dharma Mandalam” número 03, editado em 1938 por Sri Janárdanam, algumas informações sobre o estabelecimento de 24 Yoga-Ashrams na Índia e em outras terras. O texto a seguir traz luzes sobre esse tema. Nesse trabalho, Sri Vayera, Instrutor Continental do Suddha Dharma Mandalam para as Américas, transmite as orientações básicas sobre a instalação desses Suddhas Sabhas. Suas indicações estão retratadas no Regimento Interno do Suddha Sabha Atma, consagrado na Fazenda Mãe Natureza, em Sergipe, Brasil, desde a Lua Cheia de maio de 2006.

Notas

  1. Ensinamentos e instruções transferidas diretamente de um Mestre para um Discípulo, para seu progresso espiritual.
  2. Upasana são atos de adoração e meditação. Refere-se a tudo aquilo que conduz à aproximação ao Supremo.
  3. Esse texto foi escrito por Sri Vayéra antes da Consagração dos Gnana-Dathas Brasileiros, e a partir de então (1981), os Sabhas funcionaram sob a orientação direta de um dos Gnana-Dathas.
  4. Na Página 11 do folheto “Suddha Dharma Mandalam” nº 3, editado em 1938, faz-se referência ao primeiro Discurso sobre a Suddha Dharma proferido pelo Avatar Sri Bhagavan Mitra Deva, quando ainda estava em Maha-Guha. O texto citado é uma tradução do seu resumo.

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