Alimentação: O Que Podemos Fazer Por Uma Geração Mais Saudável.

Segunda, 30 Setembro 2013 |

Podemos analisar o significado da alimentação sob cinco perspectivas:

1. é um direito de todo ser humano ter acesso a alimentos;

2. é através do alimento que obtemos saúde e, consequentemente a prevenção de muitas doenças;

3. o alimento tem significados socioculturais. A hora das refeições deveria ser quando as famílias deveriam se reunir para compartilhar experiências;

4. No mundo contemporâneo, ter acesso a determinados alimentos significa ascensão social e econômica. Estudos mostram que mães que passaram por privação de alimentos na infância ao ascenderem financeiramente na vida adulta, oferecem mais refrigerantes e biscoitos recheados à seus filhos. Este ato tem grande significado subjetivo/psicológico, de representação da superação das próprias dificuldades vividas na infância;

5. Alimentação também pode ser vista do ponto de vista ambiental pois, as formas de produção e consumo estão diretamente ligadas ao meio-ambiente.

O mundo está se transformando. As mulheres, tradicionalmente responsáveis pelo cuidado da família, principalmente do preparo das refeições, estão cada dia mais atarefadas, muitas vezes terceirizando suas atividades. O consumo de comida tipo fast food vem se tornando uma opção rápida e barata para as famílias, além de mais atraentes para os pequenos consumidores.

Comer nem sempre é sinônimo de nutrir o corpo. Para nutrir, é preciso ter uma alimentação de qualidade, com nutrientes que fazem o corpo funcionar.

O recomendável seria o consumo de produtos integrais, sem corantes ou aromatizantes artificias pois, é este tipo de produto que oferece nutrientes como fibras, vitaminas e minerais. Mas, o acesso ao alimento de boa qualidade está ficando cada dia mais difícil pois, o preço dificulta o acesso. Na contramão estão cada dia mais disponíveis e baratos alimentos ultra processados, com altos teores de sal, açúcar, sódio e gorduras trans.

Parte da dificuldade de acesso a alimentos mais naturais está no modelo de produção adotado pelos países. Dados da FAO (Agência para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas) demonstram que em 2010, cerca de um terço dos alimentos produzidos foram desperdiçados. Isso significa que 1,3 bilhão de toneladas foram parar no lixo, ou seja, mais da metade de toda colheita de grãos no mundo.

Em países emergentes como o Brasil o desperdício é da ordem de 630 toneladas/ ano e, a maior perda está na produção de frutas e vegetais.  Cerca de 40% das frutas e vegetais se perdem durante o processo de produção, pós-colheita e embalagem. Nas nações ricas, a maior parte do desperdício acontece quando o alimento está nas mãos dos consumidores.

Estudos realizados nas últimas 3 décadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o consumo das famílias e suas preferências de consumo (POF)tem demonstrado que entre 2008 – 2009, 49% dos adultos brasileiros apresentavam sobrepeso e 15% estavam obesos; que uma a cada 3 crianças na faixa etária de 5 a 9 anos estavam com sobrepeso e 15% estavam obesos.

Ao longo de 34 anos a POF registrou que o sobrepeso em crianças de 5-9 anos é crescente. Em 1974-75 era 10,9% , em 1989 era 15% e em 2008-09 era de 33,5%.

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Na mesma direção está a diabetes mellitus tipo 2, que vem aumentando de forma exponencial, adquirindo características epidêmicas em vários países, particularmente os em desenvolvimento. O diabetes vem se tornando problema de saúde e isto se deve principalmente as alterações da estrutura da dieta, da falta prática de atividades físicas e do aumento da prevalência da obesidade.

É possível mudar este cenário. É preciso olhar para esta questão com olhos bem atentos e cuidadosos. É preciso garantir aos indivíduos a capacidade de fazer escolhas saudáveis: os preços dos alimentos in natura não podem ser superiores ao dos alimentos ultraprocessados; é importante que haja redução da ingestão de sal; substituição de gorduras trans por gorduras poli-insaturadas; esclarecimento sobre alimentação saudável e os benefícios da atividade física; promoção da amamentação exclusiva até, pelo menos, 6 meses de idade; restrição sobre o marketing de alimentos e bebidas, especialmente para crianças.

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