logo azulNão corras atrás das borboletas. Cuida do teu jardim e elas virão a ti. (Mário Quintana) 

Eu uno as minhas mãos às suas mãos, o meu coração aos seus corações, para que juntos possamos fazer tudo aquilo que sozinho eu não consigo. (Desconhecido)

 

A Corrente da Borboleta incentiva o trabalho em equipe e o diálogo aberto, onde não se pretende esgotar quaisquer debates, senão que os formular em termos da busca de harmonização dos contrários e do respeito à diferença e a diversidade cultural. A ideia de elos de uma corrente nos lembra do quanto a participação de cada um nas mínimas ações é importante. Quando executadas a partir do coração, as mais simples ações nos ajudam a morrer para o velho e germinar o novo.  

Dentro da estratégia maior de pensar globalmente e agir localmente, a Corrente da Borboleta tem no coração a bússola que orienta e emancipa a razão do seu mecanicismo e materialismo. Procura interferir no tecido social tendo em vista o desenvolvimento de uma verdadeira consciência socioambiental, capaz de elevar os níveis de justiça e  diminuir os de desigualdade social. Estimula, deste modo, o desenvolvimento de projetos que contribuam para a humanização do homem e, consequentemente, para o desenvolvimento harmonioso das distintas formas de vida do nosso planeta.

No dizer de Voltaire, “a descoberta do caminho mais verdadeiro, bem como a prática daquilo que é bom, constituem os dois mais importantes objetivos da filosofia” e, consequentemente, da própria vida humana. O projeto socioambiental que a Corrente da Borboleta defende está em sintonia com esta visão pragmática que aponta para a necessidade de se transcender o humanismo antropocêntrico do passado, com vistas às novas  formas de ativismo socioambiental, conforme definidas, por exemplo, pelo filósofo norueguês Arne Naess. Exatamente porque o que se faz em termos de ativismo socioambiental depende de como se vê a relação “ser humano versus natureza”, a Corrente da Borboleta considera importante fundamentar o humanismo filosófico e o consequente ativismo socioambiental que preconiza.

A Corrente da Borboleta procura expressar, em suma, como podemos imitar o processo da natureza segundo o qual as crisálidas dão origem às borboletas. O caminho de auto realização de cada indivíduo  implicaria numa gradual sintonia com a perspectiva ecológica de como agir, ser e estar nesse mundo. O livro Ecology, Community and Lifestyle, (Cambridge University Press, 1989), de Arne Naess, por exemplo, ao se centrar na filosofia do Ātman da Bhagavad Gītā, mostra como a contemporânea eco filosofia reflete o método e o processo que conduziram Krishna, na Bhagavad-Gītā, a mais perfeita formulação da Grande Síntese Dialética do Sagrado.

Vivência de Consagração 2019

 

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