Uma Organização Esotérica na Índia - Artigo IV

Sexta, 20 Setembro 2013 13:55 | Escrito por 

Um correspondente erudito questionou a identificação que fizemos de Narayana, o Adhistata do Suddha Dharma Mandalam, como Aquele de quem se fala na literatura teosófica como o Iniciador Único. Também chamamos atenção ao fato de que, na mesma literatura, faz-se referência a esse Iniciador Único como o Sanatkumara. Além disso, o correspondente desejava que a declaração de que Narayana era o Único Iniciador fosse conciliada, se possível, com o texto Suta Sanhita, onde é afirmado que o Iniciador é também Dakshinamurti.

Uma resposta desejável às questões assinaladas é que o poderoso Ser, Diretor do Suddha Dharma Mandalam, é o único Iniciador neste globo terrestre, embora Ele seja chamado, de acordo com as circunstâncias, por um ou outro desses três nomes, e ainda outros mais. A eloqüente descrição que faz H.P. Blavatsky deste maravilhoso Ser, diz o seguinte:

  1. “Ele é, como se diz, o Uno Inominado, Aquele que tem muitos nomes e cuja natureza é desconhecida”.1

O Mahabhárata fala d’Ele algumas vezes, denominando-o Narayana. O Chandogya Upanishad nomeia-o como o Sanatkumara; e o Anushtana Chandrika indica claramente que Dakshinamurti não é outro, senão Narayana. Quanto à sua atuação espiritual e outras atividades, no que se refere à humanidade considerada como um todo no globo terrestre, dá-se a Ele o nome de Narayana, por razões que parecerão mais completas no decorrer desse artigo. O título de Sanatkumara usa-se com referência a Seu aspecto relacionado a um número limitado de seres humanos, evoluídos em altíssimo grau. Finalmente o termo Dakshinamurti indica-o como Mestre de um núcleo ainda mais restrito, formado por seres avançados na evolução espiritual. Indicando essas diferenças com relação a Suas atividades, o Adhistata, de acordo com Anushtana Chandrika, usa três Mudras distintos, ou gestos simbólicos, para comunicar-se com as três classes de seres evoluídos com as quais Ele deve tratar. Os nomes desses símbolos são respectivamente: Samuchchaya ou Brahma Mudra; Eka Angustha ou Viveka Mudra e Chit Atma ou Mauna Mudra.

Nas promessas feitas durante a cerimônia de Primeira Iniciação, é feita menção ao Brahma Mudra, e sua importância é ali explicada. Ele é o símbolo formado, ao tomar o discípulo a mão do Guru, quando este o admite na Organização, em nome do Diretor do Suddha Darma Mandalam.

Quanto ao símbolo seguinte, a palavra Eka significa uma singularização e especialização que demarca a primeira grande etapa no progresso daqueles que começaram a praticar a Yoga Brahma Vidya. O nome Angustha é uma conseqüência da frase do Shruti:

“O Purusha é do tamanho do dedo polegar; assim é percebido e reconhecido”.

Seu significado consiste em que o Yogue, nessa etapa particular de seu progresso, possui, como nos é possível descrever, uma luz do porte do dedo polegar, estabelecido no Daharakasha, ou éter espiritual no coração. Espera-se que o discípulo desenvolva esse corpo do porte de um dedo polegar e que aprenda a construir um Mayavirupa, ou veículo que será usado para propósitos temporais, e que se desintegra quando esses propósitos cumprem-se. O nome Viveka, nesse contexto, significa, não tanto uma discriminação geral, mas sim o conhecimento especial adquirido pelo Yogue nessa etapa de seu processo.

O terceiro e último gesto simbólico (ou Mudra) é representado pelo círculo formado, ao se juntar o dedo polegar com o indicador. Seu primeiro nome, Chinmudra, implica e inclui o fato fundamental da unidade de todos os seres aparentemente separados entre si e, além disso, a união desses com o Ser Supremo.

O outro nome do Atma Mudra vai além, pois nega toda existência real e fenomênica a Brahm; tomando-se o termo Atma como significando “at”, movimento, e “ma”, não. O nome de Mauna tem o propósito de ensinar que a natureza do Absoluto, a Única Realidade, transcende toda palavra.Voltemos agora às expressões especificas, assinaladas nas três obras mencionadas em relação aos três nomes do Adhistata.

Os 49 versos, que constituem o capítulo 49 do Udyoga Parva, no Mahabhárata, apresentam uma explicação sobre a natureza e as funções de Narayana e de Naradeva, identificados como Krishna e Arjuna, no Bhagavad Gita. Bastará citar aqui somente as seguintes passagens que resumem sua relação com a humanidade, como um todo:

“Krishna é conhecido como Narayana, e Arjuna como Naradeva, ou seja, Ele é o mesmo Ser atuando nos dois. Os dois, por meio de seu trabalho, fazem o mundo imperecedouro e estável, e ao morar nele, protegem-no.”

A passagem respectiva no Chandogya Upanishad diz:

“Quando os alimentos são puros, a inteligência e a mente tornam-se puras (satwa). Quando a mente, a alma, os corpos mais sutis, como o astral e o causal, tornam-se puros, conseguimos recordar com claridade e certeza, os nascimentos passados. Quando a memória do passado e o conhecimento do futuro são alcançados, os laços do coração, que são os apegos egoístas do ser, desembaraçam-se e soltam-se sob o toque do Ser Universal. Então, a um Ser assim, o Grande Iniciador, o Senhor Sanatkumara (Narayana), desvenda-lhe a Luz que está além da obscuridade. Ele é o Senhor que matou Tarakasura, inimigo que impede aos seres de alcançar a Iniciação.”2

A declaração do Anushtana Chandrika é a seguinte:

“Narayana, Kumara e Dakshinamurti são indicados nos Shrutis como os outorgadores da Sabedoria. Esses três Seres são Bhagavan Narayana, o Eterno”.

Há outra passagem no Kandarahasya, com o mesmo sentido, que é desnecessário citar.

Aqueles que desejam a Iniciação, como está indicado no texto do Upanishad citado, devem ter egos altamente evoluídos, tornando-se assim evidente a descrição que se faz deles. A grandeza espiritual daqueles que tem o privilégio de ser instruídos pelo Adhistata, no caráter de Dakshinamurti, é evidenciada pelo fato de que eles não precisam de nada mais, para receber a instrução, a não ser o sinal do Mauna Mudra feito pelo Guru, o qual, por si só, põe fim a todas as dúvidas, como é indicado no conhecido sloka Suta Sanhita, que diz:

“Encontram-se sentados ao pé da árvore Baniano (árvore da Vida), os discípulos e o Guru; os primeiros aparentam ter muitíssimos anos e o último apresenta-se como um jovem. O Guru ensina por meio do silêncio, e as dúvidas dos discípulos dissipam-se e desvanecem-se! Que milagre!”

No texto do Chandogya o termo Skanda é outro dos nomes que se dá ao Iniciador Único, ao relatar-se a vinda desse Grande Ser, há milhões de anos, do planeta Vênus (Shukra), para encarregar-se da evolução dos vários reinos, desde o elemental até o humano, no planeta Terra. Ele deve, segundo parece, continuar sustentando essa imensa responsabilidade até que a vida, em evolução, passe à etapa seguinte em nossa cadeia evolucionária. Quando Ele veio à Terra, segundo foi indicado, passou a ser o Senhor do Mundo e veio como o único representante do Ishwara de nosso sistema solar, cujo nome, por excelência é Narayana. A razão pela qual os livros sagrados chamam também o representante pelo mesmo nome do representado é porque Ele governa e protege o mundo a seu cargo, com um poder e uma capacidade similar as do próprio Ishwara, com referência a Seu Universo. Vale a pena destacar que, pensar que o Senhor do Mundo não tem nada mais a fazer do que cuidar das necessidades espirituais da raça humana, significa adotar um ponto de vista muito errôneo sobre Sua verdadeira posição no mundo e sobre a natureza de Sua autoridade e poder. Em síntese, Ele é o Diretor da Hierarquia, é o Uno e exerce o poder mais elevado em tudo que concerne ao globo terrestre. Foi em obediência a Sua ordem que os velhos continentes afundaram-se no mar e dele emergiram novos. A ascensão e queda de nações são igualmente controladas por Ele. Tomemos agora, por exemplo, a devastadora guerra que está ativa no Ocidente.3 Ninguém está mais intensamente atento e fixo em seu desenrolar que Ele, o que nos faz recordar a observação do Udyoga Parva, que já foi citada:

“Narayana e Naradeva estão sempre presentes onde quer que haja uma batalha”.

É preciso acrescentar-se que são múltiplos os propósitos do terrível conflito entre o bem e o mal, sob a vigilante direção do Senhor. O mais interessante dos propósitos, na causa da humanidade, é prover para que haja rápida reencarnação, em grande quantidade, das almas heróicas que sacrificaram suas vidas no campo de batalha, cumprindo o dever para com os países aos quais pertenciam. Tais reencarnações têm a finalidade de apressar a evolução da sexta sub-raça, que tem lugar agora, particularmente na América e Austrália. Sabe-se que, entre as grandes características dessa sub-raça estará a cooperação e a unidade, em contraste com a natureza competitiva e individualista dos povos do Ocidente, que, no presente, tem sido a causa de tanta miséria e infelicidade, das classes mais baixas. É necessário dizer que só tais almas heróicas, que haverão de reencarnar rapidamente, serão os verdadeiros pioneiros na edificação de uma sociedade, cuja vida social exigir-lhes-á muita abnegação, com entrega de si próprios, em benefício dos interesses dos demais.

Encontrar-se-á a chave da necessidade de relacionar tais pioneiros da época atual,4 conectando-os com a evolução da sub-raça aludida, se tivermos presente o fato de que a própria flor da população do Reino Unido, França e suas Colônias, foram arrojadas no “front” de batalha, para ali encontrar somente um fim prematuro. Esse fluir da mais preciosa vida, no grosso da batalha, para ser consumido sem consideração alguma pelo fogo e pela espada, é, certamente, um desígnio do Senhor, pois é Ele quem movimenta os cabos por trás dos cenários, no grande drama que está sendo representado no solo manchado de sangue da Europa. Se voltarmos agora do Ocidente à nossa parte do mundo, veremos, momentaneamente, que o crescimento do espírito de nacionalidade, da Índia, é plano do Senhor para uma melhoria de seus trezentos e cinqüenta milhões de habitantes. Seguramente, sob tais circunstâncias, esse espírito de nacionalidade está destinado a crescer e frutificar, apesar do intento cego e egoísta daqueles que estão tratando de esmagá-lo.

De tudo dito anteriormente, deve permanecer bem claro que tudo que afeta ao nosso mundo, está na consciência do Senhor. Sua aura de imenso poder sempre O rodeia, irradiando a todas as partes, para que se cumpram Seus propósitos à semelhança da formosa estrela prateada de cinco pontas5. Assim é apresentado brevemente o Poderoso Ser, com quem, mesmo o homem mais inferior que entra na Organização, relaciona-se muito especialmente, embora seja preciso muito tempo antes que tal noviço possa estar face a face com a Grande Presença, cuja Luz é tão deslumbrante que quase é impossível, para alguns, contemplá-la pela primeira vez.6  Todavia, com certeza esse tempo chegará para aqueles que colocam seus corações no propósito de tal consumação e incessantemente trabalham nele, de forma totalmente inegoísta, para a causa do progresso humano. É para enfatizar o dever ao serviço totalmente impessoal, que os membros da Organização, pertencentes a primeira e mais iniciante graduação, levam o nome de Dasas ou Servidores, como é plenamente explicado no Chandrika, mantendo uma disciplina na vida diária que lhes conduz a um efeito prático para o objeto em vista.

Só nos resta assinalar que a diferença de procedimento, indicado pelo uso dos três símbolos ou Mudras já explicados, tem fundamento na existência das três características especiais da Trimurti do Senhor, das quais Ele se vale, no exercício de suas funções como Mestre Supremo. As passagens do Kandarahasya, extraídos na nota do rodapé desse texto, são o propósito de tal motivo.7 Primeiramente, Ele como Narayana exerce, na matéria, a função protetora de Vishnu e mantém o “status quo”, ao fazer a devida provisão geral para dar cumprimento às necessidades espirituais da humanidade. Em outras palavras, Ele faz as conciliações correspondentes, para assegurar a cada indivíduo, qualquer instrução e treinamento que por hora, requeira-se, com referência a sua capacidade e qualificação. Depois, como Kumara, o Senhor exerce a função criadora de Brahma. Ao mostrar a Luz bem além da Obscuridade, ao proporcionar a Chave do Conhecimento e a Palavra de Poder, que é comunicada aos aspirantes, o Senhor habilita-os para tomar as quatro grandes Iniciações de Parivrat, Kutichaka, Hamsa e Paramahamsa. Dessa maneira eles podem completar o percurso do Augusto Caminho que leva à liberação.

Nesses casos, o Iniciado que, pela primeira vez, no curso de sua longa evolução, for capacitado para usar e funcionar em seu veículo Buddhico ou Anandamaya Kosha, levando em si mesmo o poder de unir sua própria consciência à de outra pessoa, dessa maneira, momentaneamente, compartilha plenamente das experiências da tal pessoa, como se formassem uma só entidade. Esse é essencialmente um poder criador, no grau em que essa capacidade seja possível para um Jiva, num universo, sujeito como está, às limitações vibratórias inerentes aos átomos do sistema, e impostas sobre eles pelo Ishwara,8 inalteravelmente, durante o tempo que dura a vida do universo.

Finalmente, o nome Dakshinamurti refere-se ao Senhor no aspecto de Rudra. Ao ensinar a verdade última que consiste na inseparatividade, o Senhor destrói a Avidya ou a obscuridade, o grilhão que o discípulo deve transcender antes de alcançar a meta da evolução humana, convertendo-se então, de acordo com a nomenclatura budista, em um Asekha, ou seja, naquele que já não tem nada mais que aprender nessa cadeia evolutiva; de acordo com a nomenclatura hindu, ele é um Jivanmukta ou um liberado. Que o Senhor continua neste globo terrestre para render sublime serviço a todos os seres, é narrado por H. P. Blavatsky em palavras tão impressionantes e felizes que, irresistivelmente, levam-nos a concluir esse artigo com elas.

“Ele é o Iniciador chamado o ‘Grande Sacrifício’, pois sentado no umbral da Luz, Ele a contempla desde o interior do círculo da obscuridade, que Ele não cruzará, nem abandonará Seu posto até o último dia deste ciclo de existência. Por que o Vigilante Solitário mantém-se no posto que Ele mesmo escolheu? Por que permanece sentado junto à fonte da Sabedoria Original da qual já não bebe, posto que nada existe a compreender que Ele não conheça, nem nessa terra, nem em seus céus? Porque os peregrinos, solitários e cansados, que se encaminham de regresso a seu Lar, jamais estão seguros, até o último momento, de não extraviar seu caminho neste deserto ilimitado de ilusão e matéria que se chama vida terrestre. Porque Ele, que é um exilado voluntário, deseja ensinar o caminho rumo à região de liberdade e luz, a cada prisioneiro que deseja liberar-se das amarras da carne e da ilusão. Porque Ele, enfim, sacrifica-se por Amor à humanidade, ainda quando uns poucos escolhidos possam obter proveito do Grande Sacrifício”.9

Sri Subrahmanyananda

Notas

  1. Livro “The Secret Doctrine” ou “A Doutrina Secreta”, de Madame H. P. Blavatsky, vol. 1, pág. 208 da primeira edição (em inglês).
  2. Do livro “The Science of Social Organization or the Laws of Manu” - A Ciência da Organização Social ou Leis de Manu, de Babú Bhagavan Das – pág. 290 da versão em inglês.
  3. O autor refere-se aqui à Primeira Guerra Mundial.
  4. Lembramos que o texto foi escrito no início do século passado.
  5. “The Teosofist”, volume XXVII, pág. 18, versão em inglês, outubro de 1915.
  6. Nota de Sri Subrahmanyananda no texto original em inglês: Quando os Iniciados referem-se ao Senhor, dizem que Sua aparência é de um jovem de dezesseis anos, que é, segundo nos diz o dicionário, a idade que começa o “Kaumaram”.  Daí é que se fala Dele como Kumara. Termos como “Sanat” e “Sat”, este último citado no Anushtana Chandrika, não são meramente prefixos honoríficos. Uma confirmação muito impressionante de tal aparência juvenil do Senhor é proporcionada pela expressão do verso já citado da Suta Sanhita. Neste verso, o Guru é descrito sentado como um Yuvan, ou jovem, sob um Baniano. Devemos acrescentar algumas palavras com referência à descrição “sentado sob o Baniano”. Embora tal descrição seja familiar aos leitores hindus, duvida-se que a verdadeira alusão seja compreendida por muitos. A explicação verdadeira, provavelmente, encontre-se nas observações notáveis de H. P. Blavatsky, na Doutrina Secreta, Vol.1, pag.207-209 (edição inglesa) onde está escrito: Os Arhats da neblina de fogo, do sétimo degrau, são somente alguns que estão a um passo da Base-raiz da Hierarquia mais elevada na Terra, em nossa cadeia terrestre. Essa “base-raiz” tem um nome que só pode ser traduzido por várias palavras compostas: o sempre-vivo Baniano-humano. Essas sentenças, sem dúvida, devem parecer bastante enigmáticas aos leitores comuns, mas o significado dado por escritor erudito faz-se claro no curso das observações tomadas em conjunto. É, contudo, desnecessário tomar maior tempo do leitor, exceto quando se faz referência às palavras: “Base-raiz” e “o sempre-vivo Baniano-humano”. A síntese da explicação é a seguinte: O Senhor é quem constitui a “Base-raiz” da Hierarquia, porque Ele, à Sua vinda do planeta Vênus a este globo, há dezoito milhões de anos, fundou a Irmandade Oculta que desde então, tem sido a estirpe, na qual formaram-se Adeptos, Munis e Mestres, que tem supervisionado as necessidades espirituais da raça humana. Além do mais, Ele é o “sempre-vivo Baniano-humano”, porque embora a maioria destes Adeptos, Munis e Mestres tenham passado a outras esferas de trabalho, Ele permanece como Diretor dessa Irmandade e continuará sendo, até o final deste ciclo mundial, criando Iniciados que se assemelham às ramas pequenas que se desprendem do tronco dessa gigantesca vegetação asiática, aparentemente capaz de crescimento perene. As palavras do verso Suta Sanhita “Vatatarormule” (Raiz de Baniano) são equivalentes às palavras Baniano Base-raiz usadas por H. P. Blavatsky. É triste pensar que, pela sabedoria oculta que esta mensageira da Loja Branca revelou ao mundo, a única retribuição que ela obteve foi calúnias mesquinhas. Esse, contudo, parece ser o destino daqueles que, como ela, vieram para bendizer a humanidade.
  7. Nota de Sri Subrahmanyananda no texto original, em inglês: A Shruti fala das características da Trimurti como segue: “Brahma é Narayana, Rudra é Narayana, Kumara é Narayana, todos estes são Narayana. Narayana, o Yogue, distribui sabedoria a cada um segundo sua capacidade e qualificação; Kumara instrui na ciência da meditação, que conduz ao crescimento do Ser; Dakshinamurti, através do Mauna Mudra ensina a unidade existente no Uno. Portanto, destes, Narayana como Kumara, e como Brahma, proporciona os meios pelos quais se obtém a sabedoria. Bhagavan, como Yogue Narayana outorga sabedoria de acordo com a capacidade dos seres. Dakshinamurti como Rudra Narayana, por meio da síntese de tudo na unidade, destrói a Avidya ou o erro existente na ignorância vulgar. Assim são estabelecidas as características da Trimurti.”
  8. Jiva é o Espírito humano individualizado, o Ator ou a Alma Individual que encarna e reencarna atuando no processo do mundo através dos sentidos e da mente por meio de uma personalidade transitória que varia em cada encarnação. Jiva é, pois, um fragmento da consciência do Atma (que existe como Ishwara no Coração), mas fica à mercê das forças qualitativas da Matéria, pois o Jiva não tem conhecimento de si próprio, quando está em seu estado mais primário, fica centralizado em si mesmo. Somente o auto-conhecimento pode livrar-nos desse estado primário em que se encontra o Jiva para sua elevação a outro patamar, lembrando que essa evolução sempre se dá na linha individual.
  9. “A Doutrina Secreta”, vol. I, primeira edição em inglês, pág.208.
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