Uma Face Igual à Minha

Quarta, 04 Setembro 2013 18:01 | Escrito por 

Quando a dor mais escondida no coração do nosso irmão ressoar em nosso próprio coração, quando o sofrimento mais desconhecido, distante e ignorado, tocar as fímbrias do nosso ser, quando a distante doença insidiosa, repercutir no âmago da nossa alma, estaremos prontos para trilhar o caminho estreito de fio de navalha que começa em nosso mundo interno e termina no infinito, no coração de Deus!

Quando as fronteiras se apagarem, as divisões de classes desaparecerem, riqueza e pobreza se nivelarem, não mais se necessitar de passaportes, brancos, negros ou amarelos não mais se distanciarem pelo vil preconceito, o mundo será uma aldeia global, e o intrépido caminhante não atirará mais pedras, no povoado próximo!

Quando as riquezas da Terra forem de propriedade comum, administradas por um único colegiado global, como uma grande represa que leva o precioso líquido por capilaridade a todos as partes onde há necessidade, a miséria não mais existirá no mundo, e todas as necessidades serão supridas, todos os bens compartilhados, todas as dores suportadas por uma só comunidade!

Quando cessar a divisão do TEU e o MEU, e todos os corações estiverem unificados em um só grande coração, e o fluxo de vida pulsar levando alento aos tecidos de um grande orgão, e a vida permear, num só organismo, a humanidade será reconhecida como uma grande cidade, do país sistêmico solar, um aglomerado de almas do continente galáxico!

Este dia não está longe, nem próximo, não depende da vontade da HIERARQUIA, nem de uma decisão do GOVERNO OCULTO DO MUNDO, depende apenas de uma decisão interna do HOMEM, basta ele QUERER!

E quando isto acontecer, haverá apenas um coração, um só pulsar, um perene fluxo de amor, e a humanidade verá Deus, face à face, e saberá que é parte de Deus!

O que for a profundeza do teu ser, assim será o teu desejo.

O que for o teu desejo, assim será a tua vontade.

O que for a tua vontade, assim serão os teus atos.

O que forem teus atos, assim será o teu destino.

(Brhadaranyaka Upanishad)

NAMASTÊ

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