Do Mestre ao Discípulo - Julgamentos Precipitados

Quinta, 05 Setembro 2013 17:12 | Escrito por 

Todos nós, em algum momento, fomos juízes: de fato, de direito ou de futebol. Fomos ou somos juízes dos outros,  e quase nunca de nós mesmos. É difícil refletirmos para julgar nossas próprias ações. Na verdade, ninguém gosta de ser julgado, mas a todo instante estamos julgando nosso semelhante, nas suas atitudes, nos seus gestos, na sua postura, nos seus pronunciamentos, no seu silêncio, enfim, julgamos o tempo todo e por todos os motivos, até por falta de assunto.

Entre os vários julgamentos, devemos ter muito cuidado com um tipo em particular: o julgamento precipitado, aquele que fazemos sem o conhecimento dos fatos, nos causando arrependimentos, constrangimentos e transtornos ás vezes irreversíveis. Para se entender com precisão como seria complicado julgarmos ao nosso próximo sem conhecimento de causa, observemos com muita atenção a seguinte historia:

Havia numa aldeia um velho sábio muito pobre que possuía um lindo cavalo branco. Numa manhã ele descobriu que o cavalo não estava na cocheira. Os amigos disseram ao velho: - Mas que desgraça, seu cavalo foi roubado! E o velho respondeu: - Calma, não cheguem a tanto. Simplesmente digam que o cavalo não está mais na cocheira. O resto é julgamento de voces. As pessoas riram do velho. Quinze dias depois, de repente, o cavalo voltou. Ele havia fugido para a floresta. E não apenas isso; ele trouxera uma dúzia de cavalos selvagens consigo.Novamente as pessoas se reuniram e disseram:

Velho você tinha razão. Não era mesmo uma desgraça, e sim uma benção.

E o velho disse:

- Vocês estão se precipitando de novo.

Quem pode dizer se é uma benção ou não?

Apenas digam que o cavalo está de volta…

O velho tinha um único filho que começou a treinar os cavalos selvagens.

Apenas uma semana mais tarde, ele caiu de um dos cavalos e fraturou as pernas. As pessoas se reuniram e, mais uma vez, se puseram a julgar:

- E não é que você tinha razão, velho? Foi uma desgraça seu único filho perder o uso das duas pernas.E o velho disse:

Mas vocês estão obcecados por julgamentos, hein?

Não se adiantem tanto.

Digam apenas que meu filho fraturou as pernas.

Ninguém sabe ainda se isso é uma desgraça ou uma bênção…

Aconteceu que, depois de algumas semanas, o país entrou em guerra e todos os jovens da aldeia foram obrigados a se alistar, menos o filho do velho.

E os que foram para a  guerra, morreram…

Quem é obcecado por julgar, cai sempre na armadilha de basear seu julgamento em pequenos fragmentos de informação, o que o levará a conclusões precipitadas. Nunca encerre uma questão de forma definitiva, pois quando um caminho termina, outro começa, quando uma porta se fecha, outra se abre…Devemos colocar nossas vidas nas mãos de Deus e deixar que a vontade Dele e não a nossa seja feita, pois sabemos que a nossa vontade é sempre voltada para os nossos deleites.

As páginas da vida são cheias de surpresas... Há capítulos de alegria, mas também de tristezas. Há mistérios e fantasias, sofrimentos e decepções, luz e sombras, por isso, não rasgue páginas e nem capítulos, não se apresse em descobrir os mistérios, não perca as esperanças... . Não se apresse em julgar as coisas apenas por fragmentos de informações. Antes de julgar a alguém, observe a motivação da pessoa, ao invés de apontar o seu aparente erro. Pois muitos são os finais felizes. E nunca se esqueça do principal:  No livro da vida, o Autor é... Deus.

Algumas pérolas do Evangelho:

1ª) “...Não julgarás segundo a vistas dos seus olhos, nem repreenderás segundo o ouvir dos seus ouvidos”. Isaías 11:3

2ª) “Não julgarás, para que não sejais julgados”. Mateus 7:1

3ª) “Não julgueis segundo a aparência, mas julgueis segundo a reta justiça”. João 7:24

4ª) “Disse Jesus: Vós julgais segundo os padrões humanos; eu a ninguém julgo. Mas se na verdade julgo, as minhas decisões são certas, porque não estou sozinho. Estou com o Pai que me enviou”. João 8:15,16 

5ª) “Portanto, és inescusável quando julgas, pois te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outrem, porque tu que julgas, fazes o mesmo”. Romanos 2:1 

6ª) “Há só um legislador e juiz, aquele que pode salvar e destruir. Tu porém, quem és, que julgas ao próximo?” Tiago 4:12

7ª) “Sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que AMAM A DEUS, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. Romanos 8:32

Não murmure, antes busque a vontade de Deus!

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