Domingo, 28 Outubro 2012 13:51

Deixe a Luz Brilhar

O sentimento singular de que o sagrado habita no interior do coração está presente, embora com distintos nomes, como o Poder Supremo, o Poder de Deus, o Espírito Santo, entre outros, em todas as culturas. Ainda assim, nos comportamos como se não soubéssemos da existência deste Morador Interno. A nossa ação não é muito distinta daquela de uma pessoa que desconhece a realidade do Ser Sagrado em Si Mesmo. Chegará o dia, entretanto, em que nos lembraremos, antes de qualquer ação, deste onipotente poder que, segundo as Escrituras, quando buscado em primeiro lugar, tudo o mais nos vem em acréscimo.

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São quatro os pilares fundamentais sobre os quais se está construindo a Universidade do Coração. Os dois primeiros, Ahiṃsā (não causar dano a nenhum ser vivente) e Satyavacana (Veracidade, pronuncia-se "satia-vachana"), abrem as vias do coração. Os outros dois pilares, Lokakaiṅkarya (o serviço impessoal a todos os seres) e Dhyāna (meditação) pavimentam estas vias que conduzem ao coração, harmonizando a nossa atividade no mundo. Os falsos dogmas são aliados de moha (ilusão), a fascinação pessoal, e representam o maior e o mais persistente obstáculo para uma vida dedicada a não violência (Ahiṃsā) e à veracidade (Satyavacana).Satyavacana expressa aquilo no qual os demais pilares se resumem e que pode ser posto em termos da compreensão plena de que de nada adianta enganar a si mesmo, pois não existe outra via de realização senão aquela que nos conduz a consultar a verdade em nosso próprio coração.


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Segunda, 23 Abril 2012 13:34

O que é o Śuddha Dharma? (2)

1. Śuddha Dharma como uma expressão da unidade essencial das religiões. O śuddha dharma não se refere, nem está vinculado exclusivamente a qualquer instituição religiosa, nem representa, em particular, uma única escola confessional. A expressão “śuddha dharma” (essência do sagrado) ressurge no final do século XIX no contexto de reconhecimento do caminho de comunhão com o sagrado, conforme proposto na versão resumida do antiquíssimo Praṇava Vāda, de Ṛṣi Gargyayana, traduzida para o inglês em 1910 por Babu Bhagwan Das (1869 - 1958).  O Praṇava Vāda oferece um pioneiro tratamento dialético do pensamento de distintas culturas sobre o sagrado e o profano. A obra de Gargyayana, citada em inúmeros textos antigos e que havia se perdido, discute, inclusive, a evolução das espécies do reino mineral para o vegetal; do vegetal para o animal e do animal para o humano, aproximando a ciência da espiritualidade.


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Domingo, 22 Abril 2012 10:46

O que é o Śuddha Dharma? (1)

O śuddha (essência, puro) dharma (sagrado) constitui a matéria, por excelência, de que trata a Bhagavad Gītā. Representa a revelação do sentido essencial (śuddha) de sagrado (dharma) feita por Kṛṣṇa a Arjuna.  Embora permeie todos os sistemas sectários – tanto ortodoxos (Vedanta, Shivaísmo, Samkhya, Yoga, etc.) como heterodoxos (Tantra, Budismo, Jainismo, etc.) – também os transcende, visto que o śuddha dharma não pode ser reduzido a palavras e sistemas, representando, antes, a experiência única decorrente do estado de espírito alcançado por Arjuna no momento que antecede a grande batalha da qual tomará parte.


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