Domingo, 21 Outubro 2012 18:38

Um dia no Ātma

 

Um Convite:
Caminhante, amigo, viajemos juntos.
Se dividirmos a vigília noturna,
conservaremos as nossas forças.
Lembra-te, nós deveremos alcançar
a aldeia do sagrado no coração.

A caminhada para a realização ātmica (do coração) é árdua. Por isto o Śuddha Sabha Ātma, sinônimo de comunhão com o sagrado no coração, busca materializar na Fazenda Mãe Natureza aquilo que só existia nos plano das ideias e das concepções mais elevadas. Representa um oásis de luz e um porto seguro para os viajantes do caminho, do mesmo modo que o Projeto Reviver, da Fazenda Mãe Natureza, o é para todos aqueles cansados das viagens pelo mundo das paixões, das ilusões e das incertezas do individualismo egoísta. Materializa-se, este Sabha, portanto, como aquele chamado interior que há muito ecoa em nossas almas, oriundo da essência mais pura (śuddha) do sagrado (dharma) em nosso próprio coração (Ātman).

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Aconteceu no dia 31 de agosto de 2012, exatamente oito meses após o estabelecimento da Pedra Fundamental da Comunidade da Vida Divina, a Unidade do Śuddha Sabha Ātma, a cerimônia oficial de inauguração deste espaço, responsável pelo estabelecimento da primeira Universidade do Coração e dedicado a materializar em atos o conceito de Bhāvana, a Unidade da Vida. A consciência do Bhāvana representa a energia do amor, fonte da coragem e da força, necessárias para o reconhecimento dos verdadeiros valores humanos e, consequentemente, da capacidade de cultivar a nossa real natureza. Muito deve ser mudado em nós e no mundo – a produção e a distribuição dos bens da Terra, a espiritualidade, a educação, a perspectiva da ciência, as ciências da saúde, as artes, os códigos, as instituições, a política, enfim todas as formas de inter-ser que estão redefinindo o papel de ser no limiar deste novo Período Axial.


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São quatro os pilares fundamentais sobre os quais se está construindo a Universidade do Coração. Os dois primeiros, Ahiṃsā (não causar dano a nenhum ser vivente) e Satyavacana (Veracidade, pronuncia-se "satia-vachana"), abrem as vias do coração. Os outros dois pilares, Lokakaiṅkarya (o serviço impessoal a todos os seres) e Dhyāna (meditação) pavimentam estas vias que conduzem ao coração, harmonizando a nossa atividade no mundo. Os falsos dogmas são aliados de moha (ilusão), a fascinação pessoal, e representam o maior e o mais persistente obstáculo para uma vida dedicada a não violência (Ahiṃsā) e à veracidade (Satyavacana).Satyavacana expressa aquilo no qual os demais pilares se resumem e que pode ser posto em termos da compreensão plena de que de nada adianta enganar a si mesmo, pois não existe outra via de realização senão aquela que nos conduz a consultar a verdade em nosso próprio coração.


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